Campanha salarial 2018: SINDFAZENDA e entidades sindicais se reúnem no Planejamento

Campanha salarial 2018: SINDFAZENDA e entidades sindicais se reúnem no Planejamento

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O presidente do Sindicato Nacional dos Servidores Administrativos do Ministério da Fazenda- SINDFAZENDA, Luis Roberto da Silva, participou, nesta sexta-feira (2), da reunião no Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão – MPDG, que debateu a Campanha Salarial dos Servidores Federais em 2018. A pauta versou sobre o reajuste salarial para as categorias do funcionalismo público federal que enfrentam defasagem por causa da inflação acumulada ao longo dos anos, bem como do índice de correção salarial – de muitas categorias – que permanece pendente, bem como temas pertinentes aos serviço público.

Na oportunidade, Luis Roberto criticou: “Na minha opinião essas reuniões estão se tornando mais do mesmo. Qualquer proposta apresentada é sempre adiada sob o batido pretexto de que está em estudo. Você participa de reuniões, marca outra reunião, só para eles me informarem que continua em estudo. Estamos aqui na tentativa de vencer pelo cansaço. Uma coisa que poderia ser resolvida com uma discussão rápida, leva-se um ano, dois sem o equacionamento do problema. Espero que esta não seja uma reunião para marcar outra reunião. Desejo que instalem logo os Grupos de Trabalho que estão nos acordos,  para que consigamos, efetivamente, negociar alguma coisa. A pauta do SINDFAZENDA, como exemplo, não é complicada. Ela não traz nenhum impacto financeiro para a União e, ainda assim, continuamos aguardando”, desabafou o presidente do SINDFAZENDA. acompanhe na rádio CSPB: www.radiocspb.com.br

O Secretário de Relações do Trabalho do MPDG, Augusto Akira Chiba, alegou que o espaço orçamentário está muito pequeno para reajustes salariais. “Se conseguirmos postergar os reajustes para o ano que vem, quem sabe encontraremos ambiente financeiro mais favorável. Pra se ter uma ideia da dimensão do nosso problema orçamentário, não iremos atender nem 20% das demandas de concurso público esse ano. Entre estes, diante das circunstâncias, serão priorizados os certames para área de segurança pública. Agora não permaneceremos inertes. Entre as solicitações, é possível, sim, reavaliar o percentual per-capita do repasse da União ao plano de saúde dos servidores”, pontuol.

Os líderes sindicais presentes também fizeram reivindicações no tocante aos Planos de Saúde, restabelecimento da estabilidade efetiva dos trabalhadores do setor público; veto presidencial ao Projeto do Lei (PL 3831) que regulamenta a negociação coletiva dos servidores; propagandas “criminosas” veiculadas pelo governo colocando as categorias públicas como detentoras de privilégios incompatíveis com a administração; e descumprimento de acordos coletivos. Defenderam o restabelecimento de um novo patamar de relacionamento e diálogo entre o Executivo e as categorias do setor público, “exaustivamente” desgastada durante a disputa em torno da proposta de “reforma” da Previdência (PEC 287) no Congresso Nacional.

“Quanto ao veto do PL 3831, no nosso ponto de vista, encontramos pontos inviáveis. Existem aspectos incontestavelmente interessantes no projeto. Podemos iniciar discussões diante desses aspectos pautados em alterações viáveis. Agora revelo um reconhecimento diante dos senhores: atacar os trabalhadores do setor público, tenho que concordar, foi um ato equivocado que, possivelmente, deve ter sido encaminhado pelos marketeiros que colaboraram com a propaganda do governo. No Planejamento. não compactuamos com essa narrativa”, finalizou Chiba.

O diretor de Assuntos Legislativos da Confederação dos Servidores Públicos do Brasil- CSPB, João Paulo Ribeiro , “JP”, denunciou, a falta de compromisso da cúpula política do Executivo nos acordos firmados com os servidores. “Romero Jucá firmou compromisso de, após a aprovação da proposta de negociação coletiva, assegurar o encaminhamento do direito de greve às categorias do setor público. Nada disso está mais na agenda. Com essa negligência, nosso país segue desrespeitando os pilares da Convenção 151 da Organização Internacional do Trabalho – OIT. Lamentável observarmos o descumprimento recorrente das promessas e acordos firmados com integrantes deste governo”, disse.

Imprensa/SINDFAZENDA

com informações Secom/CSPB

serviço fotográfico de Júlio Fernandes

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