Governo federal expulsa 435 funcionários públicos nos primeiros nove meses do ano

Governo federal expulsa 435 funcionários públicos nos primeiros nove meses do ano

COMPARTILHAR

Nos três trimestres deste ano, 435 funcionários públicos foram expulsos de órgãos e autarquias do governo federal, segundo dados da Controladoria-Geral da União (CGU), a maioria por corrupção (64% do total). O número total superou toda a série história iniciada em 2003, considerando o período de janeiro a setembro. No ano passado, por exemplo, foram 355 desligamentos. Em 2018, portanto, a alta foi de 28,4% em relação a 2017. Até então, o recorde tinha sido em 2015 (415 punições) nos primeiros nove meses do ano.
Ao todo, já houve este ano 361 demissões de servidores efetivos, 54 cassações de aposentadorias e 20 destituições de cargos comissionados. Os dados, porém, não incluem os empregados de empresas como Petrobras, Correios e Caixa Econômica Federal.
Segundo a CGU, atos relacionados à corrupção foram responsáveis por 279 expulsões. Já abandono de função, falta de assiduidade ou acumulação ilícita de cargos motivaram 116 desligamentos. Houve ainda afastamentos por negligência e a participação em gerência ou administração de sociedade privada.
Desde 2003, mais de sete mil expulsos
Ainda de acordo com o órgão, desde 2003, foram expulsos 7.149 funcionários federais. Desse universo total, foram 5.956 demissões; 603 cassações de aposentadorias e 590 afastamentos de funções comissionadas. O maior número de punições aconteceu no Rio (1.279 casos), no Distrito Federal (844) e em São Paulo (801).
As áreas mais prejudicadas foram o Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário, que absorveu o INSS, o Ministério da Educação e o Ministério da Segurança Pública, que assumiu órgãos relacionados ao combate à criminalidade que eram vinculados ao Ministério da Justiça.
Considerando-se o número de penalidades aplicadas a cada grupo de mil trabalhadores, os estados com maior número de expulsões, nos últimos cinco anos, foram Amazonas (10,3), Mato Grosso (8,2) e São Paulo (8,9).

Fonte: Jornal Extra

COMPARTILHAR