Nota Pública: Palavra do presidente do SINDFAZENDA

Nota Pública: Palavra do presidente do SINDFAZENDA

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Dizem que Brasília é uma terra de desigualdade, porém, em alguns lugares e situações, temos igualdade. Tomemos a Esplanada dos Ministérios como exemplo. Neste local, temos a igualdade das discriminações. Abismo salarial em relação aos pares, assédio moral e desvio de função, entre outros temas, temos igualdade de tratamento. Todos nós, servidores técnico- administrativos do MF, sofremos essas discriminações, mas isto ocorre também com outros servidores administrativos dos diversos órgãos do serviço público federal.

sinpcpf15dez201601Visando enfrentar essa triste coincidência, o SINDFAZENDA, que representa os servidores técnicos-administrativos do MF, e o Sinpecpf, que representa os servidores administrativos da Policia Federal, pretendem se unir para cobrar a valorização de suas classes.

Regulamentar as atribuições da categoria, reestruturação do Pecfaz, criação de carreira de apoio técnico-administrativo dentro da RFB, são lutas do SINDFAZENDA.

Hoje, o SINDFAZENDA trava uma luta árdua junto ao Congresso Nacional para ver a categoria inserida no “Bônus de Eficiência” prometido pelo governo aos servidores da carreira de auditoria da Receita. A produtividade passa por nós. É justo que recebamos o bônus, que ainda aponta para a discrepância dos valores. Vale ressaltar que “ apenas o bônus prometido aos auditores é maior que nossa remuneração total” .

 

Assim como nós, os servidores administrativos da PF foram preteridos quando do acordo de reajuste na remuneração. “ Tanto lá como cá foram dois pesos e duas medidas”. Para os servidores administrativos, só o reajuste de 10,8%, para os servidores considerados de carreira de estado, além de um percentual maior, criaram mecanismos que embute valores ainda mais diferenciados. Na RFB instituíram o “Bônus de Eficiência”, na PF deram percentuais acima do oferecido aos servidores administrativos.

“Somos fundamentais para o funcionamento dos órgãos em que trabalhamos, mas, por questões corporativistas, somos relegados ao segundo plano”, denunciou o presidente do SINPECPF, Éder Fernando da Silva. Na avaliação do sindicalista, a melhor estratégia em defesa dos servidores é partir para o ataque, denunciando os problemas funcionais nas instituições e apresentando soluções.

Os palcos das batalhas já estão definidos: em 2017, os sindicatos almejam atuar juntos no Congresso Nacional e no Poder Judiciário para reestruturar suas carreiras e assegurar direitos atacados por reformas que privilegiaram apenas alguns cargos. Ficar em silêncio não mudará a realidade. Há muita coisa errada acontecendo e precisamos mudar o quadro.

Lutamos para ver avançar projetos que regulamente as atribuições dos servidores administrativos do MF, inclusive em relação às questões específicas. Trata-se de um passo estratégico, que registrará em lei algo que já ocorre na prática: a participação da categoria em atividades finalísticas do órgão. Atuamos nas áreas de fiscalização e de controle do órgão, mas não temos o reconhecimento por isso. A regulamentação é necessária para sermos valorizados, apontam os sindicalistas.

Quanto mais conversamos sobre os problemas enfrentados pelos administrativos do MF e da PF, mas compreendemos que sofremos as mesmas discriminações. Por tudo isso, entendemos que uma união de forças será benéfico para as duas categorias.

 

Luis Roberto da Silva

Presidente do SINDFAZENDA

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