Manutenção do Isolamento Social durante a Pandemia

Manutenção do Isolamento Social durante a Pandemia

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Caros e Caras,

Nos últimos dias estamos assistindo nas mídias nacionais uma queda de braço entre o presidente da República e as demais autoridades brasileiras.

De um lado, o presidente dizendo que não existe nada de grave com esse novo Coronavírus e que tudo não passa de uma “gripezinha/resfriadozinho”; que só morrem velhos e pessoas com outras doenças pré-existentes, como se isso fosse normal. Ele afirma que haverá mortes sim, poucas, e isso ocorre todos os dias, portanto não podemos parar a economia por conta dessas poucas mortes. Com esse pensamento, o presidente está incentivando que as pessoas voltem ao trabalho e hajam com se nada estivesse acontecendo, restando apenas segregarmos as pessoas que estiverem no grupo de risco, (velhos e pessoas com imunodeficiência ou com outras comorbidades pré-existentes). Isso é chamado de “isolamento vertical”.

Do outro lado, temos a maiorias dos governadores, prefeitos e demais autoridades brasileiras, além do restante dos outros chefes de governo de outros países do mundo inteiro, que recomendam, nesse momento, o isolamento social, qual seja: “Que todos que puderem permaneçam em casa e suspendam todas as atividades que não sejam essenciais para manter a vida”. Essas medidas recomendadas por governadores e prefeitos, e pelos chefes dos outros países, não foram encontradas através de pensamentos empíricos ou tiradas de uma cartola mágica, são medidas recomendadas por todos os cientistas, médicos e demais profissionais da saúde, que nesse momento são os únicos capazes de fornecer algum tipo de orientação.

Mas não precisamos ser cientistas ou especialistas em saúde pública, basta apenas termos um mínimo de compreensão lógica para entendermos que somente barrando a disseminação do Coronavírus, poderemos vencer essa batalha perdendo o mínimo de vidas humanas. Vidas que podem estar aí ao seu lado; ser um amigo ou uma amiga, um parente, ou mesmo um desconhecido, mas que com certeza será o amigo ou parente de alguém.

Então, qual orientação devemos entender como a mais correta nesse momento, a do presidente ou a das demais autoridades e especialistas?

Nesse momento o entendimento do SINDFAZENDA é que devemos seguir as orientações dos cientistas e especialistas em saúde pública. Ou seja, sendo possível, devemos todos ficar em isolamento social.

Mas esse isolamento vai acabar com o vírus? NÃO. O isolamento serve para que não tenhamos uma onda enorme de pessoas doentes sobrecarregando o sistema de saúde. E não é somente o nosso SUS que não suportaria essa onda gigante de pessoas com a COVID-19, nenhum sistema de saúde do mundo suportaria isso.

Outra coisa, os especialistas dizem que a sociedade brasileira não teria condições de executar o chamado “isolamento vertical”. Nossa realidade social não permite. Temos milhares de famílias que vivem em residências pequenas, onde coabitam muitas pessoas, de várias idades e histórico de saúde distintas, não sendo possível, por exemplo, realizar o isolamento das pessoas que compõem os grupos de risco.

Imagine se todos que não estão no grupo de risco voltasse a vida normal, como ficariam as pessoas dos grupos de risco que coabitam a mesma residência?  Onde essas pessoas poderiam ficar isoladas, sabendo que os demais membros da família podem ter retornado da rua com o coronavírus?

Como essa é um vírus novo, ainda sem vacina, todos os países estão observando as medidas tomadas nos países que já passaram por essa crise de saúde pública e copiando as ações que deram resultados positivos. Devemos lembrar, por exemplo, que a Itália também menosprezou o novo coronavírus, chamando sua população para ir às ruas e manter uma vida normal, HOJE se arrependem amargamente, pois todos os dias morrem centenas de pessoas, chegando na situação de não terem mais nem condições de enterrarem seus mortos, apenas cremá-los.

Portanto, continuem seguindo as orientações dos especialistas e mantenham o isolamento social. Já temos várias normativas editadas pelo Ministério da Saúde e Ministério da Economia que criam condições de realizarmos trabalho remoto, ou mesmo não irmos ao trabalho, com o ponto abonado, quando esse trabalho remoto não é possível de ser realizado.

O SINDFAZENDA já publicou diversos boletins com várias informações sobre como proceder em cada caso.

Lembrem-se, o seu sindicato está à disposição para orientar e auxiliar, inclusive juridicamente, sobre qualquer assunto funcional. Visitem nossa página, www.sindfazenda.org.br e nossas redes sociais.

Luis Roberto da Silva

Presidente do SINDFAZENDA

 

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