Pecfaz Michelle vence aneurisma cerebral com apoio de colegas

Pecfaz Michelle vence aneurisma cerebral com apoio de colegas

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por Grace Maciel

Já imaginou se do dia pra noite você descobre que tem um tumor cerebral que a qualquer momento pode romper e acabar com a sua vida, e você está sem plano de saúde, precisa fazer essa cirurgia “com urgência” que custa a “bagatela”de R$45.000,00?

Essa é a história de Michelle Rodrigues de Morais Alves Barcelos, 31 anos, de Jataí (Goiás), casada com Emanuel Barcelos. Servidora Pecfaz desde 2016 (RFB-Jataí).

Uma jovem servidora pública, trabalhadora, aparentemente saudável, histórico de algumas queixas de “dor de cabeça”ou “enxaqueca”, e, como inúmeros trabalhadores do país, sem plano de saúde, quando foi surpreendida durante esta pandemia do novo coronavírus com a notícia de que tinha um aneurisma cerebral, mais especificamente aneurisma secular na porção supraclinóide da artéria carótida interna direita. Uma ‘bomba-relógio’ que poderia “explodir” a qualquer momento, mas havia a possibilidade de cura através de uma cirurgia imediata.
Tudo começou em fevereiro deste ano (2020), quando Michelle começou a sentir dores de cabeça, que segundo ela,  pelas características eram enxaquecas (problema que havia descoberto em 2018 e convivia relativamente bem), e de acordo com a servidora não duravam muito tempo. Em março (2020) elas retornaram um pouco mais fortes, mas ainda assim eram características da enxaqueca, segundo contou. Em abril as dores desapareceram e retornaram no início deste mês de maio.
“No dia 07 começou a piorar pela manhã, no trabalho, e foi intensificando ao longo da manhã. Por volta das 11:00h comecei a perceber que meu coração estava um pouco acelerado, a visão começou a embaçar, foi ai que a dor começou a ficar mais forte do lado direito ( antes estava só do lado esquerdo). Quando terminei o expediente da manhã fui à farmácia para aferir a pressão, e estava 15/11. No retorno à agência, os sintomas pioraram, dor mais intensa do lado esquerdo, do tipo latejante e parecia que tinham umas agulhadas na nuca, muito enjoo, visão embaçada. Foi então que fui ao médico, primeiro no cardiologista. Fizemos eletro e não deu nada. Saí de lá e fui à neurologista porque a dor não passava. Como eu já tratava  neste local, a médica olhou meu histórico e notou que eu havia feito alguns exames e não tinha dado nenhuma alteração, porém, faltava um exame mais detalhado, a angiorressonância que mostra qualquer problema na região da cabeça. Fiz no mesmo dia e também peguei o resultado também. Foi dessa forma e por esse exame que descobri o que eu tinha. Dificilmente é pedido uma angiorressonância em exames de rotina. E muitas pessoas podem ter o aneurisma sem romper e não ter consciência disso”. Explicou a Pecfaz.
Michele e seu  marido abriram o resultado em casa. “ No momento fiquei preocupada em saber se ele seria operável ou não, porque dependendo do tamanho dele não precisaria operar. Tudo dependia de outro exame que fiz em goiânia no dia 11/05/2020. Não liguei para ninguém, mas entrei em contato com uma amiga que é médica e ela me alertou que talvez eu poderia operar. Até então não achei que fosse preciso operar. O médico que fez o exame em Goiânia foi o mesmo que deu o diagnóstico”.
Ela relatou, ainda, que o difícil para ela nem tanto foi saber que tinha de operar, mas o que assustou foi o valor do procedimento cirúrgico.

Foi quando a chefe da agência em Jataí- GO, Andrea Duarte de Souza Arante, pensou em fazer uma campanha para arrecadar fundos para a cirurgia, e entrou em contato com os colegas Suely e Casemiro que se empenharam na edição da da foto e na divulgação dos grupos, a partir deles todos começaram a divulgar e a ajudar, o SINDFAZENDA também apoiou e criou uma

campanha de ação solidária em suas redes sociais  e grupos de whatsapp e lista de transmissão e todos unidos neste mesmo propósito conseguiram arrecadar o valor necessário para a realização do procedimento.

Um gesto humanitário grandioso em prol de uma colega, em um momento em que todos passam por dificuldades financeiras pela crise que assola o país e todos passaram a assumir muitas responsabilidades com familiares que neste momento estão desempregados.
“Tudo se resume a essa palavra:  Gratidão. À Deus e as pessoas. Mesmo em meio à pandemia  todos se dispuseram a ajudar, é o que temos que fazer sempre pelo nosso próximo”. Emociona-se a servidora.
 “Aprendi (literalmente na pele) que o problema não é quando a crise chega em você mas como você está quando ela vem. A crise chegou até mim e posso dizer com toda a certeza que tudo só foi possível porque existe um Deus no céu que cuida de cada um de nós, e quando isso chegou até mim a minha fé se fortaleceu ainda mais devido aos últimos tempos de nosso convívio que foram se intensificando, e acredito que tinha que tinha que passar por essa situação para aprender muitas lições. Confiança em Deus acima de tudo foi o que marcou esses dias. Além disso, outro fator de extrema importância foram as doações. Fiquei e ainda estou eternamente agradecida a cada um que doou da forma que podia, mostrando a mim o que é o verdadeiro amor ao próximo, porque é fácil você se comover com a luta de alguém que você conhece ou que tenha afinidade, agora a maior parte foi de pessoas que eu não conheço, mas que através de uma bondade interior se compadeceu da dor do próximo. Isso me ensinou bastante sobre realmente ser Cristão, aquele que segue a Cristo, e era isso que ele fazia enquanto esteve aqui na terra, ajudou aos necessitados”. Finaliza.
Hoje, Michelle se recupera bem, e como explicou, está muito grata. Ela já providenciou seu plano de saúde. Disse na entrevista que a saúde está em “primeiro lugar”, essa foi uma das lições que tirou do momento tenso que viveu e que, ” felizmente” , teve um final feliz.
Michelle e sua mãe; pós-cirurgia.
Imprensa/SINDFAZENDA
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