O Fórum das Entidades Nacionais dos Servidores Públicos Federais - Fonasefe - reuniu, na manhã de quinta-feira (25), em Brasília, centrais sindicais e sindicatos de categorias para alinhar a pauta a ser apresentada ao governo na reunião da Mesa de Negociação, marcada para a tarde do mesmo dia.

Representantes de sindicatos de base, a exemplo do Sindfazenda, e de  centrais sindicais como: NCST, Força Sindical, Conlutas, CUT, Pública e CTB,  debateram a conjuntura econômica e política do momento, apresentaram seus diagnósticos sobre a situação e levantaram temas majoritariamente ligados à questão financeira. Nisso, convergiram as opiniões em torno da necessidade de pressionar o governo a reservar uma provisão já na Lei de Diretrizes Orçamentárias, para reajustes salariais. 

"Com o teto de gastos, o reajuste possível de gastos com a folha de pagamento da União não cobre nem o crescimento vegetativo que ocorre por conta das progressões de carreira dos servidores", alertou o diretor da ASSIBGE-SN e coordenador do núcleo RJ da Auditoria Cidadã da Dívida (ACD), Paulo Lindesay.


Sindfazenda em ação

O representante do Sindfazenda, o vice-presidente Fábio Burch Salvador, usou seu tempo de fala para tentar introduzir na pauta a cobrança de algum plano relacionado aos servidores em planos de cargos não estruturados, como é o caso dos PECFAZ.

A fala ganhou imediato apoio do presidente do Sindicato Nacional dos Servidores das Agências Nacionais de Regulação - Sinagências - Fábio Gonçalvez Rosa e, em seguida, ganhou mais repercussão nas manifestaões de representantes de outras categorias que estão na mesma situação.

"Essa reforma de cargos do MGI, com a carreira transversal, deixa uma coisa muito clara: quem ficou de fora, vai ser jogado de escanteio para uma futura extinção. Se não é isso, então o governo tem que deixar muito claro qual é o plano!",destacou Fábio Burch, que considera a estruturação do atual PECFAZ e dos planos de cargos semelhantes em todo o serviço federal em "carreiras de verdade" uma pauta urgente.

"Falar em organização e modernização do Estado brasileiro sem resolver essa situação provisória, mas permanente , relacionada a dezenas de milhares de servidores é pura hipocrisia. É inaugurar obra tendo feito só a fachada." Finaliza o líder sindical.


 


Edição: Imprensa | Sindfazenda